quarta-feira, 18 de maio de 2011

PERNA CURTA!!!

    “Eu, você, a sua mãe, a minha vó, o cara do sétimo andar, a vendedora da loja de cosméticos, o engraxate da esquina, até sua faxineira crente chamada Glória. Todos eles mentem. Todo mundo mente.” 
    Deparei-me com esse texto semana passada, ao receber a revista TPM em casa (assinei a revista Planeta - bem menos fútil - e recebi de graça a assinatura dessa outra revista... de mulherzinha! rs). Esse trecho é do texto da escritora Camila Fremder, que escreveu uma crônica para a revista nesse mês de maio. Adivinha: ela conta, no texto, que a pessoa para a qual ela mais mente é... (a) o marido; (b) a mãe; (c) os filhos; (d) a secretária do dentista. E acertou quem falou: D, a secretária do dentista.
    Todos mentimos e é sobre isso que eu quero falar hoje. Não quero falar sobre todas aquelas mentiras já condenadas social e moralmente por todos (pelo menos em discurso oficial!). Não quero falar de traições, de falsidade pura e simples, mas sim de mentiras cotidianas, cujo propósito é facilitar a vida, e não necessariamente passar alguém pra trás.
    E, afinal, o que é mentira? Com certeza, não seria apenas “o ato ou efeito de mentir, falsidade, fraude; afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro ou transmitir falsa impressão”. Poderíamos completar o significado de mentira com as palavras: MIGUÉ, EMBROMATION, OCULTAÇÃO, NÓ EM PINGO D’ÁGUA.
    Chama-se (preconceituosamente) (inventei? rs) de mentira branca todas as mentirinhas bobas que servem para não precisarmos contar a verdade (ou, pelo menos, toda ela!). Sabe quando ligam na sua casa: a mulher do cartão de crédito daquele banco que vc nunca nem passou pela calçada pra te oferecer serviços que vc não quer, ou a mulher da TV a cabo que vc não quer assinar, ou a muiezinha da LBV querendo “apenas uma doação de 20 reais que vai vir na sua conta telefônica apenas uma vez, só por esse mês, porque as crianças estão sem o leite”. Nessas horas você se utiliza das mentiras brancas.
    Pode ser que alguém atenda no seu lugar: “A Elisa não está... Sim, viajando... Volta dia 30 de fevereiro... Pode ligar, claro! De nada!!”. Ou então você mesmo atenda, dizendo: “Nossa, to super ocupada e não posso atender agora”. A pessoa insiste e você, deitada no sofá, joga o seguinte migué: “A ligaç-- ta cort--do, n-- to escu--ndo n-da!!!! Tu, tu, tu, tuuuu”. Sim, vc desligou na cara da muié do telemarketing, com todos os seus gerundismos de “estar enviando”, “estar informando” estar te ENCHENDO O SACO!.
    E aí, como é que fica?? Mentirinha assim pode ou não pode? Quando te enchem o saco, pode?? Quem é que decide? Existe um Conselho Internacional Contra Mentira de Perna Curta? NÃO, AMIGO, NÃO EXISTE!!! Ih, fu***!
    A mentira é um assunto tão complicado, que de certa forma gera alguma curiosidade e interesse. Existe um livro que eu adoro, chamado “As mentiras que os homens contam”, do Luís Fernando Veríssimo, cheio dessas mentirinhas que todos contamos. Nesse livro há uma crônica que se chama “Grande Edgar”, que descreve aquele tipo de mentirinha quando alguém te aborda na rua e inicia o seguinte diálogo: “Oi, Elisa, quanto tempoooooo!!!!! Tá lembrada de mim?!” Sempre acaba mal... Geralmente é assim mesmo: mentimos por besteira, achando que vamos nos safar de uma chateaçãozinha, e acabamos arrumando uma chateação muitooo maior!
    Mas sabe o que é mais cruel do que as mentirazinhas??? A verdade em hora imprópria! Aos 5 minutos pra sair de casa, reunião com o orientador, culto de aniversário da igreja ou qualquer outro compromisso realmente importante! Justo nessa hora, sua mãe, pai, irmã, vizinha e afins resolvem ser sinceros: “Ah, ta feio!” E só nós mulheres sabemos o estrago que essa frase pode causar em um dia especial. Principalmente se for época de TPM (a oficial, não a revista!).
    Apesar disso, nós somos peritas em mentirazinhas... Não to falando de mentira brava, feia. Mas nós somos especialistas em outro tipo de mentira: “Fiquei sabendo que aquela bonitona da revista é homossexual, querido!! É... da fruta que vc gosta ela chupa até o caroço!”, “Celulite??? Não sei o que é isso!!”, “Não procuro um cara bem sucedido e bonito! O importante é o sentimento!” (e aqui me defendo: realmente o sucesso -estudantil, profissional e até financeiro do cara- e a beleza não são o mais importante... Mas nós ligamos pra isso sim. Afinal, nenhuma mulher gosta de cara que não corre atrás do seu próprio sucesso e charme, seja lá o que isso signifique!).
    Outras mentiras femininas bem mais fáceis de descobrir: “Malvino Salvador, Gianechinni e o negão da série ‘Old Cristine’? Feios sim... Bem estragadinhos mesmo! Concordo com vc, amorzinho!”. “Sapato novo? Não, comprei há um tempão!!! Vc não repara em mim mesmo, né?!”
    Os seres humanos demonstram apreensão sempre que se vêem contando ou praticando aquela lorota. Afinal, a consciência pode pesar um pouco! Isso se reflete nas expressões faciais e corporais. Por isso é tão fácil descobrir quando um aluno está pensando em colar. Antes mesmo de tirar o papelzinho do bolso ou praticar a modalidade cola à distância com o colega do outro lado da sala, nós, professores, já captamos a mensagem. Somos bons nisso!
    Pra efeito de pesquisa, saiba alguns sinais que podem evidenciar uma mentira (retirado de sites de psicologia):
Timing: As expressões verdadeiras são muito rápidas, enquanto as falsas tendem a permanecer mais tempo na face. Ao mentir, a pessoa apresenta falta de sincronia das expressões faciais com as palavras e movimentos do corpo. Na mentira, a expressão da emoção aparece segundos depois do pronunciamento das palavras
Piscar: As piscadas tendem a aumentar (frenquência e tempo de duração) quando existe conflito entre o que se pensa e o que se fala.
Expressões Assimétricas: As expressões verdadeiras são simétricas, as falsas são assimétricas.
Sorriso Falso: Utilizado para tentar encobrir uma emoção negativa. Este sorriso é assimétrico, há mistura de emoções na face, aparece e some do rosto de repente e é exagerado, com alterações de intensidade.
Fuga do olhar: O bom mentiroso é capaz de sustentar o olhar durante a dissimulação, mas esta pode ocorrer quando ele precisa responder perguntas capciosas ou quando for pego de surpresa.
Poucos gestos: Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso.
Voz: Preste atenção à voz da pessoa. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente. A voz pode também ficar fora do tom. As cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Isso produzirá um som mais alto.
Frases feitas: A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): “Por que eu mentiria para você?”, “Para dizer a verdade…”, “Para ser franco…”, “De onde você tirou essa idéia?”, “Por que está me perguntando uma coisa dessas?”, “Poderia repetir a pergunta?”, “Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso”, “Podemos falar mais tarde a respeito disso?”, “Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?”;
    Algumas pessoas simplesmente não conseguem sobreviver à verdade, à vida real e às opiniões sinceras de outros indivíduos. Por isso, preferem a mentira e a dissimulação delas mesmas e dos outros para com elas também! Sabe aquela do Cazuza: “mentiras sinceras me interessam”?? Então...
    Eu não curto muito mentir... Sou meio enrolada e distraída, então a atenção que preciso prestar para mentir e sustentar a mentira por algum tempo é bem maior que a atenção mínima que uso quando digo a verdade. Isso não quer dizer que eu nunca menti, nem minto. Já deu certo em algumas vezes; em outras não. Em algumas, a pessoa enrolada fingiu acreditar pra não ficar chato... Em outras eu fui pega. Várias vezes mentiram pra mim, pelos mais variados motivos. Mas a mentira que mais dói é aquela mentirinha desnecessária e mal contada pela pessoa que você gosta. E, mesmo sabendo-se universalmente que é mentira deslavada, você prefere acreditar que é verdade! Talvez para não correr o risco de “perder” a pessoa. Já fiz (passado!) muito disso também: acreditar desacreditando. Vida cruel...
    Perguntas: existe meia verdade?? Existe mentira sincera? A gravidade da mentira pode ser amenizada pela intenção do “mentidor”? E se você não quiser contar que tava no banheiro fazendo o número 2, e por isso não atendeu o telefone?? Mentiu... “Tava no computador e quando atendi, você desligou” Vale  ou não?
    Mentindo ou não, seja lá por qual motivo for, “Um dia pretendo tentar descobrir por que é mais forte quem sabe mentir” (Eu sei, Legião Urbana). Essa é uma das poucas verdades sobre a mentira.
    Talvez seja necessário e mais fácil falar pra muié da LVB: “não vou doar merda nenhuma, porque vcs sempre ligam falando que é uma única vez, e nunca é!”, ou então pra secretária do dentista (da crônica da Camila Fremder): “Não quero ir e não vou, simplesmente porque eu to bem assim, passando fio dental uma vez só por dia, e não 3!” Bom, descartem a parte do “merda nenhuma”. Educação, né?!
    E a cara de pau pra ser sincero a esse ponto? Peroba nela!
    Bjim na bundim.


    Obrigada pela atenção... Sinceramente! :):)

domingo, 24 de abril de 2011

Postagem de urgência!

Postei ontem (23/04), mas hj a postagem é especial.
Só um link para vcs...
Algo importante. Cliquem abaixo e leiam.

http://arrumandooquarto.blogspot.com/2011_04_01_archive.html

E com relação ao link: O SENTIMENTO É RECÍPROCO!! Faço das dele, as minhas palavras!














AMO VC, MORENO!


Fala sério, nunca postei tão pouquinho, né?! rsrs Viu, pai?!?!


Bjos carinhosos LÁ (todos sabemos onde! :D:D)

sábado, 23 de abril de 2011

Aos que sempre permanecem :)

  Olá, fofíssimos leitores!! Este post é dedicado exclusivamente aos meus amigos:

  Gostaria de postar um vídeo que eu adoro demais, de uma música que eu adoro mais ainda! Ela se chama “Canção pra quando você voltar”. A melodia é do Herbert Vianna (Paralamas do Sucessso - uhuuuu!!!) e a letra foi feita pelo Leoni (ex Kid Abelha).
  O Herbert fez a música antes de se acidentar e a entregou para o Leoni colocar a letra. Depois de uns dias, o Herbert sofreu o acidente de ultraleve que matou sua mulher e o deixou paraplégico. O Leoni pegou a música entregue pelo Herbert e fez uma letra inspirada na amizade dos dois e no desejo de que o amigo acidentado se recuperasse logo.
  Por ser uma letra muito bonita, vou postar agora o vídeo e a letra da música, que dedico a todos os meus verdadeiros AMIGOS, os que me fazem extremamente feliz, aqueles capazes de me defender dos comentários maldosos dos menos afortunados (afinal, os melhores amigos são os meus! hehe). A todos os meus AMIGOS, aqueles que pensam em mim por algum ou nenhum motivo, que gostam de verdade de mim e estão ao meu redor (fisicamente ou não) causando risadas pelas mais diversas causas, essa música. Para vocês que tornam meu mundo mais colorido e tão mais fácil de existir, faço das palavras do Leoni as minhas palavras:


CANÇÃO PRA QUANDO VOCÊ VOLTAR
(Leoni- Part. Herbert Vianna)

Quando o sol de cada dia entrar chamando por você,
Querendo te acordar,
Vai ter sempre alguém pra receber, fazer o seu jantar,
Dormir no seu sofá...
Alguém pra olhar a casa, alguém que regue o seu jardim
Até você voltar.
E como é normal acontecer, se num entardecer a dor te visitar
Vai ter sempre alguém pra socorrer, fazer o seu jantar,
Dormir no seu sofá.
Enquanto a noite passa por mim,
Eu rego o seu jardim, você já vai voltar!


E agora o vídeo. No final, depois de terminar a música, tem uns caras budistas meio que cantando um mantra de cura ou algo assim... Não estranhem... Parece uma reza doida, mas o objetivo é dedicar a música, ok? rsrs




  Obrigada pela atenção! Obrigada por não me julgarem pelas minhas escolhas! Obrigada pelos comentários! Obrigada pela simples visualização das minhas msgs! Obrigada por me abrigarem em seus corações e pensamentos! Deus os abençoe e os mantenha por perto, nem que seja pra me falar um oi de vez em quando! AMO VCS! Bjos em todas as vossas bundas sentadas na frente do computador pra ver meus posts! Hahaha :):)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nostalgias de uma segunda-feira

Post grande? Sim!!!
Este é um post totalmente premeditado!! Confesso, sem precisar de luz na cara ou polígrafo (detector de mentiras) que SIM, PLANEJEI ESCREVER ESSE POST HÁ MUITO TEMPO!!! Desde então, tenho coletado muitas informações em minha memória que confirmem um fato provavelmente influenciado pelo meu saudosismo, mas real: O MUNDO MUDOU, MINHA GENTE!!!
Será que soa óbvio dizer que o mundo mudou?? É, caro leitor... previsível essa menina, viu?! Mas vamos aos fatos!!! Para isso, convido-o a resgatar sua mais antigas memórias. Aquelas que quase cheiram à naftalina. Tudo bem, não iremos tão longe! Afinal, não tenho tantas décadas de idade. Mas iremos aqui pertinho, onde as coisas JÁ eram BEEEMM diferentes!! Para isso, lista! (Manias sempre são previsíveis!! E essa minha mania de fazer listas também é, eu já sei!)

LISTA DO “NA MINHA ÉPOCA”
Na minha época, os únicos seres assumidamente coloridos e ridiculamente afeminados eram apenas os inofensivos Teletubbies. Lembra deles??? Sem franjas, sem modismos vocabulares (“família Restart”?? Família é sua mãe, seu pai, sua tia!!! Eu não sou família de nenhum babaca com calça colorida!)
E pra falar bem a verdade, na minha época, os “ídolos” pop eram mais MACHOS! E ainda sim eram tachados de sensíveis!! Observe o exemplo dos Back’street Boys! Dos Menudos (um pouco antes da minha época), Five, N’sync! Ok, ok... Não eram visualmente tão machos quanto mecânicos suados com graxa na cara, mas também não eram afeminados! E não estou negando que dentro desses grupos todos houve um ou dois que saíram do armário (Ricky Martin ta aí pra provar! Um dos caras do N’sync também!), mas eles não APARENTAVAM tanta feminilidade. Justin Bieber é homem???? Justin Bieber canta grave??? Justin Bieber arrota?? Peida?? Não!! Justin Bieber é mais menina que eu, e o cabelo dele com certeza recebe mais hidratação que o meu!!!
Na minha época, “segurar o tchan” já era besteira mais do que suficiente para o horário nobre!!! Precisa de “créu”, “Valeska popozuda”, “mulher melancia” esfregando em minha cara suas imensas e redondas partes glúteas? Se for pra ver bunda de mulher, eu prefiro ver a minha!!! Ela cumpre o papel dela direitinho e não se mete na vida nem na TV de ninguém?! Bunda de mulher?? Obrigada, eu passo!
Aliás, pra ser sincera, na minha época de pré-escola, falar a palavra “bunda” rendia severas ameaças de ir sentar no banco verde (fora da sala) ou conversar com a tia Sandra (diretora do mal! Hahahaha).
E aqui, não estou nem indo na época em que as professoras utilizavam palmatória... Estamos pertinho, ainda... Em 1990 e alguma coisa, 2000 e pouquinho!!
E, putz!!! Que saudade da época em que o “shorts bundinha” ainda cobria uma parte da bundinha! Bom... ou bundão, se formos levar em consideração a situação atual. Cara... agora nem short tem mais!! Só cinto!!!
Na minha época, a expressão “despentear o palhaço” significava arrancar a peruca de algum artista circense numa festinha, e “sentar no quibe” significava, nessa mesma festinha, pagar um mico na frente dos coleguinhas, ao sentar inocentemente num salgado frito!
Na minha época, Tchutchuca era nome de cachorrinho de estimação e potranca era a irmã do potrinho, ambos filhos de uma égua (sem trocadilhos)! QUE SAUDADE DA MINHA ÉPOCA!!
Mas, pra sair desse assunto, na minha época, o álcool (etanol) custava 80 centavos por litro e já estava caro!!! Precisa custar quase dois reais agora??? Sacanagem, meu!
Na minha época, eu conseguia gastar 1 real com esmalte... Po!! Até o esmalte inflacionou, gente!!!
Na minha época, as pessoas recebiam cartas!!! Eu recebia cartas!!! Essa fase não durou muito, porque logo depois, ainda na minha época, surgiu o ICQ! MSN veio rapidinho também! Agora temos tantos meios de comunicação rápida! E não estou reclamando! As coisas estão mais fáceis e mais baratas nesse sentido! Mas, na minha época, a comunicação era um pouquinho mais pessoal, mais cara a cara, ou letra a letra... A gente recebia cartão de Natal dos familiares! Vários!! Agora, um “Feliz Natal” mandado no Orkut com um “32098 pessoas estão participando dessa conversa” parece ser suficiente! Caraaaa, me manda um recado realmente escrito por você e só pra mim!!! Eu gosto de exclusividade, pô!
Na minha época tinha: o Fofão, a Eliana no Bom dia e Cia, paquitas, Jaspion, O fantástico mundo de Bobby, bolacha Fofy, chiquititas, Vovó Mafalda (era homem, manooo!! Que medo!!), Castelo Rá-tim-bum, Mara Maravilha... Bom... uma coisa não mudou!! A Xuxa já não tinha noção da idade dela! hahahaha
E música de besteira, na minha época, era só as que meu tio ensinava: “Brasil vai lançar foguete! Cuba também vai lançar! Lança, Cuba, lança, Cuba, lança! Quero ver CU-BA-LAN-ÇAR!” E a gente ainda cantava só de vez em quando, pra não levar bronca do pai! Nem a maliciosa “A pipa do vovô não sobe mais”, do Silvio Santos, era entendida como besteira por mim! Meu... que época boa! Só depois da música dos Mamonas Assassinas que eu fui entender o que era suruba!
Na minha época, criança agitada e mal-educada era tratada com psicotapa! Bom, e ninguém morreu por causa disso! Hum... Sem apologia à violência, maaassss o resultado de tanta ritalina receitada como balinha pra criançada supostamente “hiperativa e com déficit de atenção” pode ser visto facilmente! Aliás, nós, professores todos, sofremos com isso!!!
E, pra finalizar, na minha época o Pedro Bial era jornalista de verdade.
         Apesar disso, termino com um trecho do final da crônica “Advice, like youth, probably just wasted on the young”, cuja versão em português é “Filtro Solar”, declamada por ele mesmo, Pedro Bial.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você
também vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando
era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram
decentes,
E as crianças respeitavam os mais velhos.

         Nostalgia total, eu sei!! Mas fazer o que?! Na minha época era mesmo diferente... Ou será que não?! Será que “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”??? (Brinca, fio... Elis Regina!). Talvez seja só mais uma ilusão de que no passado esse mundo ainda era um lugar decente pra se viver!
        
Bjos nas bolotas de trás! :D
        
         (Ta vendo, Adriel?! Vc inventou, não ficou tão genial, mas eu to te homenageando! Bolotas de trás!)